Reflexões sobre a Inteligência Artificial na Universidade

No dia 16 de julho de 2025, conduzi a oficina “Inteligência Artificial na Universidade: Desafios e Oportunidades para a Educação e Gestão”, promovida pela SEAD/UFBA no III Workshop EAD SEAD (link).

O encontro reuniu a equipe técnica, pedagógica e gestora da SEAD para discutir, de forma prática e crítica, como a Inteligência Artificial pode apoiar atividades educacionais e administrativas no contexto universitário.

Na oficina, abordei um panorama internacional sobre IA na educação, apresentei diferentes modelos e aplicações possíveis, sugeri uma proposta prática para a SEAD e, por fim, abrimos espaço para debate sobre riscos, oportunidades e próximos passos.

Resumo

Iniciei com um panorama internacional sobre o cenário atual da IA nas universidades, mostrando por que esse tema se tornou urgente: o uso massivo por estudantes, a pressão por readequação curricular, a disputa tecnológica entre grandes empresas e os riscos que vão desde privacidade e viés até a dependência tecnológica. Apresentei exemplos como o ChatGPT Edu, as estratégias adotadas por sistemas universitários internacionais e os desafios que surgem quando instituições tentam acompanhar essa transformação acelerada.

Em seguida, entrei na parte conceitual de forma acessível: expliquei os diferentes tipos de IA — generativa, discriminativa, preditiva e prescritiva — e as abordagens de construção de sistemas (simbólica, conexionista e híbrida). Também mostrei a distinção prática entre um chatbot básico, limitado a respostas padronizadas, e uma IA avançada, capaz de tutoria adaptativa, cocriação e personalização profunda.

A terceira parte foi dedicada à proposta prática para a SEAD. Mostrei como um chatbot simples poderia ser implementado no Moodle/AVA para resolver dúvidas recorrentes e apoiar o atendimento. A partir disso, apresentei possibilidades mais avançadas para o médio prazo: apoio pedagógico inteligente, personalização da aprendizagem e ferramentas de coescrita. Reforcei a necessidade de começar com passos pequenos, mas sólidos — com atenção à privacidade, ética, proteção de dados, infraestrutura e capacitação.

Encerramos com uma discussão aberta, onde a equipe levantou preocupações, desafios específicos da UFBA e ideias de avanço. Conversamos sobre a viabilidade de desenvolver o chatbot básico e sobre a importância de construir uma estratégia de longo prazo para inovação com IA, evitando improvisações e garantindo o alinhamento com políticas institucionais e diretrizes nacionais.

A oficina reforçou a percepção de que a IA já faz parte do ecossistema educacional — e que nossas escolhas agora definirão se ela será uma aliada da qualidade, da inclusão e da autonomia, ou apenas mais uma camada de complexidade e desigualdade. O caminho passa por cuidado, criticidade e, sobretudo, construção coletiva.

📑 A base da minha apresentação está disponível no link abaixo:

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