Esta página reúne textos produzidos ao longo de mais de duas décadas — desde a graduação, passando pelo mestrado, até a pesquisa de doutorado. É, portanto, também um pequeno arquivo histórico do meu percurso intelectual.
Sempre acreditei no valor de compartilhar ideias mesmo quando ainda estão em processo, com suas lacunas e hesitações. Durante toda a minha formação, publiquei meus textos na rede digital movido por um espírito que sempre me inspirou na internet: o compartilhamento como prática de abertura, diálogo e construção coletiva de conhecimento.
Organizei este espaço como um mapa de navegação, para facilitar a leitura e marcar as diferentes fases da minha trajetória acadêmica e criativa.
1. Textos da Graduação (1998–2001)
São os primeiros experimentos, quando eu ainda descobria as ferramentas conceituais da filosofia, da comunicação e das ciências humanas. Misturam leituras de autores clássicos, ensaios de formação e investigações iniciais sobre temas que depois se tornariam centrais no meu trabalho — como linguagem, saúde, técnica e cultura.
2. Textos do Mestrado (2002–2008)
Aqui começam as primeiras tentativas de compreender a cultura digital no Brasil. São textos marcados pela mistura entre cibercultura, antropologia e comunicação, ainda num tempo de web 1.0 e 2.0. Foi quando a ideia de “rede mestiça” e de “etnicidade digital” começou a ganhar forma, culminando na dissertação E-tno (2004).
3. Textos do Doutorado (2010–2016)
Este conjunto inclui a tese Modos de Coexistência Mediada e fragmentos de pesquisa que exploram atenção, mediação, técnica e modos de viver com tecnologias digitais. É uma fase mais madura, marcada por leituras de filosofia contemporânea, antropologia e teoria da comunicação.
4. Outros Textos e Ensaios (2006–2012)
São textos publicados em blogs, revistas e plataformas digitais que acompanham a efervescência cultural da época: movimentos colaborativos, cultura de rede, software livre, cultura digital baiana, música, política, eventos e experimentações tecnológicas. Funcionam como registros de um tempo em que o Brasil respirava utopias digitais e a colaboração parecia um horizonte aberto.
Este percurso não é linear — ele se dobra, retorna, se expande e se reinventa. Ao organizar esses materiais aqui, não busco criar uma “obra completa”, mas sim oferecer um panorama possível, uma cartografia viva da minha formação e das ideias que sigo explorando.
Espero que este mapa ajude você a circular com liberdade pelos diferentes momentos dessa trajetória.
Colunas
- Artigos para o Jornal Correio – Museu de Novidades.
- A multiplicidade das verdades não impede um mundo comum (2019)
- A Caverna da Mediação e a perspectiva não essencialista da Comunicação (2019)
- Estratégias para uma Cartografia de Controvérsias “Culturais”: o caso dos rolezinhos nos jornais e redes digitais (2016)
- Jornalismo cultural em tempos de cultura nas redes, interatividade e pós-cultura (2016)
- Por uma cartografia de controvérsias culturais – o caso dos rolezinhos (2015)
- Cultura nas redes (2013)
- McLuhan e o link da alegria criativa (2011)
- Se Ligue! – McLuhan e o Retorno do Sentido Mítico (2011)
- Pontos de Cultura – por uma politica cultural mestiça, digital, tropicalista e global (2010)
- O Valor da Música 2.0 (2008)
Tese de Doutorado
Modos de Coexistência Mediada: Por uma Ontologia da Atenção Distribuída Digitalmente (2016) pdf
Dissertação de Mestrado:
E-tno – a etnicidade digital (2004) pdf
Textos do mestrado
- McLuhan, cibernética e pós-humanismo (2008)
- Etnodescentrismo: A Construção Digital da Identidade (2004)
- A Rede Mestiça: Notas sobre cibermestiçagem e hibridismo digital (2003)
- O Policentrismo Cultural nas Cidades Digitais (2002)
- Gilberto Freyre e a Identidade Cultural Pós-Moderna (2002)
Textos da graduação
- Wittgenstein e a Terapia Filosófica (2001)
- Camus e a Ética Anticristã (2001)
- Uma Etnografia da Prática Epidemiológica (2000)
- Usos e Sentidos do Conceito Saúde (2000)
- Heidegger e o Questionar (1999)
- O Pensamento de Jackson de Figueiredo (1999)
- Heidegger e o Pensamento Oriental (1999)
- Rousseau in natura (1998)
- A Teoria marxista do Não-Estado (1998)
Outros textos:
- Mudando o mundo com um link na cabeça e a rede nas mãos – 2012
- A magia libertária do Teatro Mágico – 26/07/2011
- Colarte: A colaboração nos liberta de nós mesmos (2010)
- Os Campuseiros estão chegando – 09/02/2010
- O Espelho que nos revela – 24/6/2007
- Atrás da Eletrocooperativa só ñ vai quem já morreu – 17/12/2006
- A Copa do Mundo do pensamento africano na Bahia – 19/7/2006
- A gente não quer esmola (entrevista com Ubiratan Castro) – 19/7/2006